quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sistemas Políticos

SISTEMAS POLÍTICOS

Sistema político ou regime político expressa o modo relativamente estável pelo qual se processa o jogo político numa sociedade, durante um determinado período.
Se o sistema de idéias não corresponde ao existente no mundo real, entramos no terreno das utopias, expressão simbólica de um desejo de mudanças profundas.
Na realidade, quando consideramos capitalismo ou socialismo sistemas políticos, estamos entrando no terreno dos regimes sócio-econômicos, os quais, apesar de derivados de longas lutas políticas, tratam-se de outra dimensão social, relativa à infra-estrutura de todo o edifício social.
As mais importantes formas de governo são:
• Formas tribais de governo;
• Formas estatais de governo, com dois subtipos:
. Monarquia: absolutista, feudal e parlamentarista;
. República: regime de assembléia, parlamentarismo, presidencialismo e colegiado.



ANARQUISMO

Sistema de plena liberdade, implicando na inexistência ou na abolição do Estado. Apresenta várias formas distintas, algumas de direita, outras de esquerda, algumas violentas, outras pacíficas.
A palavra anarquismo significa etimologicamente sem poder e, na prática, sem Estado. Como, freqüentemente, as experiências anarquistas provocaram significativa desorganização social, passou-se a associar o termo à desordem. Nem sempre isso é verdade. A doutrina anarquista instalou-se entre os movimentos sociais ocorridos durante o século XIX na Europa, foram conseqüência das enormes injustiças sociais cometidas contra o operariado na Revolução Industrial.
Segundo Bakunin, o anarquismo deveria ter uma ação imediata para destruir o Estado, propondo ações populares espontâneas.

Tipos de anarquismos:
• Sindicalista: através de greve geral, produzir uma revolução capaz de destruir o Estado e o sistema capitalista;
• Pacifista: baseado no anarquismo cristão e nas táticas de ação direta não-violentas propostas por Gandhi;
• Associativista: propõe uma sociedade organizada não a partir do Estado e sim das associações voluntárias dos seres humanos;
• Individualista: expressa um liberalismo exaltado, pregando o exercício da total liberdade pelo indivíduo e opondo-se a qualquer intervenção do Estado em sua existência.



DITADURA

Quanto às ditaduras podemos distinguir:
• Autoritarismo: o autoritarismo desestimula e quase elimina a participação política. Aos governadores é exigido que apóiem o governo ou se calem. A preferência do regime é que as pessoas se calem. Rejeita o surgimento de novos líderes.
• Totalitarismo: o processo é mais violento ainda. Nem ficar calado é permitido. Trata-se de um regime de intensa participação popular, porém obrigatória e só a favor do sistema. Os opositores geralmente estão mortos, presos, exilados, torturados ou lesados.
• Despotismo esclarecido: o ditador atenua sua estupidez por uma inteligência e cultura mais ilustrada;
• Populista: o ditador busca agradar o povo, atendendo parcialmente seus anseios ou dominando-o pelo mito da excelência do ditador;
• Autocracia: exercida por uma pessoa com apoio incondicional de suas bases.


DEMOCRACIA

Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa do poder. Os líderes da Revolução Francesa formularam o princípio tão conhecido hoje em dia: “A minha liberdade termina onde começa a do outro”. Pois, num sistema onde houver liberdade absoluta, tenderá a prevalecer à lei do mais forte. Por isso as democracias têm que se esforçar para proteger os mais fracos. Isso se faz através das leis.

Democracia pode ser:
• Plena: é um ideal, de que os regimes concretos se aproximam ou se afastam;
• Relativa: é a forma mais plena de democracia, aproximando-se do anarquismo.Consiste no povo governar a si mesmo, sem governantes claramente distintos dos governados;
• Indireta: na impossibilidade de governar a si mesmo, o povo elege alguns homens e delega a eles o direito de governar em seu nome;
• Social democracia: tendência em evitar que o eleito se afaste do eleitor, criando mecanismos populares de intervenção como plebiscitos, referendos ou veto popular.No plebiscito o povo é chamado a optar entre duas ou mais opções pré-elaboradas pela classe política, no referendo a aprovação ou rejeição é dada a um projeto de lei já aprovado pelo Congresso, o veto popular dá ao povo o direito de revogar uma lei já votada pelo Parlamento.



PSEUDODEMOCRACIA

Muitos regimes democráticos podem tornar-se ditaduras disfarçadas.
O homem contemporâneo conhece o mundo mais pelas transmissões de TV do que pela experiência vivida. Se, de um lado, tornamo-nos cosmopolitas (temos notícias, no mesmo dia, sobre nossos antípodas), por outro lado nossas mentes são manejadas por quem seleciona e, freqüentemente, distorce os dados.
Hoje em dia, mesmo prevalecendo à escolha dos políticos pelo sufrágio universal, quem ganha as eleições sãos os melhores na televisão e, até, aqueles que sabem mentir mais nesse veículo.
Chamemos a essa sociedade de baixa comunicação interpessoal, de intenso domínio pelas informações à distância e controladas por grandes empresas, de sociedade de massas.
Realmente, os grupos sociais deixaram de constituir um público com opinião própria e passaram a ser massas indiferenciadas, manejadas como rebanhos pelos gestos eloqüentes de seus condutores.

2 comentários:

  1. Adorei seu blog! Sou professora da Sociologia e sempre preciso de materiais, confesso que tenho adaptado e utilizado muitos de seus textos!
    Espero que vc não se importe! Abraços Raquel(raquelsmartins@gmail.com)

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  2. Não se parece com o modelo brasileiro?

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